COLUNA COMO SE FAZ – COMO REALIZAR A ANÁLISE TRIDIMENSIONAL DAS VIAS AÉREAS SUPERIORES EM PACIENTES ORTODÔNTICOS?

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Descrição

Vol. 14 – Número 54 – 2021

Coluna Como se Faz

Página 12-21
Como realizar a análise tridimensional das vias aéreas superiores em pacientes ortodônticos?

Luísa Schubach da Costa Barreto1
Bruno Moreira das Neves2
Cátia Cardoso Abdo Quintão3
José Augusto Mendes Miguel4

Resumo
As vias aéreas superiores (VAS) são influenciadas pelo crescimento e desenvolvimento do complexo craniofacial e posição espacial dos ossos maxilares durante o tratamento ortodôntico pode estreitar ou aumentar a dimensão dos espaços faríngeos. A análise tridimensional do volume e área axial mínima dos respectivos sub-espaços é benéfica para o planejamento do caso, pois permite identificar possíveis barreiras físicas que comprometem a passagem de ar e o fluxo respiratório, além de ser um método auxiliar de diagnóstico para desordens relacionadas a essa função. A solicitação de tomografias computadorizadas de feixe cônico (TCFC) é necessária para a correta avaliação digital, com os devidos protocolos de aquisição e reconstrução dos exames de imagem, calibração da metodologia e padronização de análise das mesmas. O objetivo deste trabalho é desmitificar o passo a passo específico dessa análise no software Dolphin Imaging® e descrever os fatores técnicos e anatômicos para delimitação dos espaços correspondentes às VAS. Para ilustrar o protocolo foram utilizadas TCFC de paciente com má oclusão de Angle Classe II, 1a divisão antes da instalação (T1) de propulsor mandibular (aparelho fixo cimentado de Herbst com ancoragem dentária) e após 12 meses de tratamento (T2). A partir da mensuração dos espaços correspondentes às VAS, comparando os dois tempos de tratamento, foi possível analisar as alterações do espaço faríngeo após o uso de propulsor mandibular e evidenciar a importância da avaliação tridimensional da dimensão aérea para um planejamento ortodôntico individualizado.

Descritores: Má oclusão de Angle Classe II, aparelhos propulsores mandibulares, crescimento craniofacial, tomografia computadorizada de feixe cônico.

1 Aluna de Doutorado em Odontologia – Área de concentração em Ortodontia – UERJ, Mestre em Ortodontia – UFRJ, Especialista em Odontopediatria – UFF/Niterói.
2 Aluno de Doutorado em Odontologia – Área de concentração em Ortodontia – UERJ, Mestre em Odontologia – Área de Concentração em Clínica Odontológica – UFF/Nova Friburgo, Especialista em Ortodontia – UERJ.
3 Professora Associada da Disciplina de Ortodontia – Faculdade de Odontologia – UERJ.
4 Professor Associado da Disciplina de Ortodontia – UERJ, Coordenador do Programa de Mestrado em Odontologia – Área de concentração em Ortodontia – UERJ, Diplomado pelo Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial.

DOI: 10.24077/2021;1454-1221

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