Editoriais Orthodontic Science and Practice – Edição 54

Prof. Dr. Alexandre Moro
Diretor Científico

Principais insights do mercado global de alinhadores: a visão da indústria

 Mudanças não são fáceis de serem aceitas, principalmente quando nos tiram da nossa zona de conforto. Mas, felizmente para uns e infelizmente para outros, é isso que os alinhadores estão fazendo.

A edição de janeiro da revista americana Journal of Clinical Orthodontics foi dedicada a casos complexos tratados com alinhadores removíveis. Em sua coluna, o editor Robert Keim1 destaca que os bráquetes convencionais se tornarão obsoletos nos próximos 10 a 15 anos, e que hoje qualquer caso pode ser tratado com os alinhadores.

E qual a visão das empresas?

Segundo um relatório da Fortune Business Insights2, publicado em fevereiro de 2021, o tamanho do mercado global de alinhadores transparentes foi de 2,41 bilhões de dólares em 2020. O impacto global do COVID-19 foi sem precedentes e surpreendente, com os alinhadores testemunhando um impacto negativo na demanda em todas as regiões em meio à pandemia. O mercado global apresentou um crescimento menor de 4,4% em 2020 em comparação com o crescimento médio ano a ano durante o período de 2017 a 2019. O mercado está projetado para crescer de 2,85 bilhões de dólares em 2021 e 10,04 bilhões de dólares em 2028 a um CAGR (taxa de crescimento anual composta) de 19,7% durante o período de 2021 a 2028.

Em abril de 2019, a rede americana de farmácias CVS Health colaborou com a SmileDirectClub, empresa que atua no segmento de negócios direto ao consumidor, para expandir o acesso da população a terapia com alinhadores transparentes. Como resultado, o lançamento de SmileShops pela SmileDirectClub está planejado em vários locais das farmácias CVS. Isso, segundo o relatório, vai impulsionar ainda mais o mercado global para esses alinhadores.

O mercado global vive níveis significativos de atividades na forma de aquisições, parcerias, formação de novos profissionais e desenvolvimentos tecnológicos. Nos últimos anos, as principais empresas de produtos odontológicos entraram neste mercado lucrativo por meio de aquisições e lançamentos de novos produtos. Por exemplo, a Straumann adquiriu a ClearCorrect LLC em 2017, enquanto a Dentsply Sirona adquiriu a OraMetrix em 2018.

As empresas estão se concentrando no desenvolvimento de novos produtos e no aprimoramento das ofertas de produtos atuais por meio de um forte foco em P&D (pesquisa e desenvolvimento). Há um esforço contínuo para tornar os produtos mais confortáveis, higiênicos e trazer melhorias no software de modelagem 3D para projetar esses produtos com base nas necessidades específicas do paciente. Os principais “players” desse mercado também estão aumentando a conscientização sobre os benefícios do produto entre ortodontistas e clínicos gerais por meio de treinamento. Em 2018, de acordo com um artigo de pesquisa publicado pela revista Progress in Orthodontics, cerca de 45,0% dos dentistas generalistas americanos que prestavam tratamento ortodôntico ofereciam alinhadores transparentes contra apenas 19,0% que forneciam bráquetes.

Os alinhadores também impulsionaram o crescimento do número de procedimentos ortodônticos. Nos Estados Unidos, o número de pacientes que utilizam aparelhos ortodônticos aumentou de cerca de 0,8 milhões em 1994 para cerca de 4 milhões em 2018.

De acordo com os dados publicados pela Align Technology, Inc. em 2018, cerca de 60% da população mundial sofre de problemas de má oclusão, e cerca de 300 milhões de pessoas poderiam se beneficiar do tratamento ortodôntico. Globalmente, entre 10 a 12 milhões de pessoas procuram tratamento ortodôntico todos os anos, mas a penetração dos alinhadores é significativamente baixa. Esses produtos são usados no tratamento de apenas 15 a 17% dos casos ortodônticos anualmente na América do Norte e 6 a 7% desses casos fora da América do Norte. Essa penetração insuficiente oferece uma oportunidade significativa para a expansão do mercado global.

Apesar da crescente adoção dos alinhadores em todo o mundo, existem alguns fortes fatores limitantes que são responsáveis por restringir o mercado. Muitas empresas que operam em um modelo de negócios direto ao consumidor surgiram no cenário recente. E, o custo dos produtos direto ao consumidor é consideravelmente menor do que o modelo seguido pelos principais participantes do mercado. O custo do alinhador transparente no sistema direto ao consumidor varia na faixa de 1.800 a 4.000 dólares, enquanto o custo do tratamento com esses produtos de empresas como a Align pode estar na faixa de 3.000 a 8.000 dólares. A SmileDirectClub, gerou 750,4 milhões de dólares em termos de receita em 2019. Refere-se a um aumento de 77,3% em relação a 2018. Esse é um excelente exemplo da crescente demanda por produtos direto ao consumidor, o que pode impactar negativamente no mercado.

Com base na região, o mercado global pode ser segmentado em América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico e o resto do mundo. O mercado na América do Norte foi avaliado em 1,41 bilhão de dólares em 2020 e deve continuar a dominar o mercado global durante o período de previsão. Alguns dos fatores críticos que contribuem para o domínio da região incluem a presença de grandes empresas na região, como a Align, juntamente com os crescentes investimentos.

O cenário competitivo do mercado global reflete um mercado consolidado com o domínio de uma única empresa, a Align. Outros participantes do mercado com presença significativa no mercado global incluem 3M, Institut Straumann AG, 3Shape A/S, Dentsply Sirona e Henry Schein, Inc. Prevê-se que essas empresas aumentem sua participação de mercado durante o período de previsão.

Normalmente, nós ortodontistas temos o costume de avaliar as coisas sobre a nossa visão, que muitas vezes é pequena e tendenciosa. Quando lemos um relatório como esse, percebemos como o mercado da Ortodontia é grande e bilionário. A utilização dos alinhadores cresceu muito nos últimos anos e vai continuar aumentando cada vez mais. Há muitos interesses em jogo e, infelizmente, nem sempre estão sob o controle dos ortodontistas. E o que isso nos mostra? Que devemos cada vez mais apoiar e fortalecer as nossas instituições, como, por exemplo, a Associação Brasileira de Ortodontia (ABOR) e a World Federation of Orthodontists (WFO), para que elas possam tentar regular o mercado da Ortodontia. Isso vai permitir que tenhamos uma especialidade boa para a população, mas também exitosa para os ortodontistas.

1-Keim, RG. Complex treatment with Clear Aligners. The Editor’s Corner. J Clin Orthod. 2021;55(1):9.

2- Clear Aligners Market Size, Share & COVID-19 Impact Analysis, By Patient Age Group (Teenager, and Adults), By End-User (Hospitals, and Dental & Orthodontic Clinics), and Regional Forecast, 2021-2028. Fortune Business Insights. Disponível em: https://www.fortunebusinessinsights.com/industry-reports/clear-aligners-market-101377.

Prof. Dr. Alexandre Moro
Diretor Científico

Editorial – Caderno Digital Dentistry in Science

Prof. Dr. Mauricio Accorsi

Diretor Científico DDS-BR

Cérebro humano – A ferramenta 3D mais avançada e importante do workflow digital

“Deve ser a ambição e determinação de todo ortodontista, tratar cada um de seus pacientes de maneira a produzir os melhores resultados possíveis com o mínimo de inconveniência para ambos.”
Harold Dean Kesling

Kesling¹ é considerado o pai dos alinhadores transparentes, pelo menos do conceito mais importante por trás da técnica que está em maior evidência na Odontologia mundial, e que tem sido responsável, em grande medida, por tudo de bom e de ruim na profissão nas últimas duas décadas. A convicção de Kesling, da qual compartilhamos com veemência, pode ser notada já no título do seu artigo clássico de 1946, publicado no American Journal of Orthodontics and Oral Surgerya — “Coordenando o padrão pré-determinado, o posicionador dental e o tratamento convencional”. Levando-se em conta as evidências científicas e dispositivos terapêuticos disponíveis no pós-guerra, para o visionário Kesling, apenas 15% do que fazemos é o que de fato contribui para o resultado final dos nossos tratamentos, ou seja, incríveis 85% do tempo gasto e dos nossos esforços são, “em tese”, desperdiçados em ajustes desnecessários, erros de diagnóstico e planejamento, em dificuldades de “compliance” dos pacientes, entre outras variáveis.

O que Kesling percebeu com grande maestria, e que pouco mudou após oito décadas, é que o grande dilema da Ortodontia são as dificuldades impostas pelo desafio de abstrairb, sobre como movimentar os dentes de forma a se obter um rearranjo dentário estável, funcional e em harmonia com a estética do sorriso e da face, levando-se em consideração as significativas variações morfológicas individuais, tanto das bases esqueléticas, como dos tecidos moles e dentesc.

Para colocar mais “lenha na fogueira”, recentemente têm ganhado força as teorias que desmistificam os paradigmas clássicos da Ortodontia, que muitas vezes nos “forçam” a tentar enquadrar resultados em normas arbitrárias que foram determinadas aleatoriamente, baseadas em ideais intangíveis e pouco encontrados na natureza, em parte influenciados pelas teorias sectárias da Eugenia, notoriamente relacionadas com os ideais do Partido Nazista², na Alemanha dos anos 30. O novo “Paradigma da Qualidade de Vida³” liberta o ortodontista da maldição de supostamente ter que tratar “más” oclusões como se fossem “doenças”, conceito que, em verdade, seria melhor definido como: variações morfológicas individuais, sujeitas a fatores genéticos e ambientais com maior ou menor impacto na vida dos indivíduos. Em outras palavras, o que deve ser “tratado” são os impactos negativos das tais “más” oclusões e isso varia grandemente, pois não é mais possível excluir desta equação as questões socioemocionais e as expectativas de cada um frente aos tratamentos.

Mas qual foi o genial “pulo do gato” de Kesling? Qual o conceito mais importante por trás dos alinhadores transparentes e que se impõe sobre a sua conhecida serventia para a confecção dos alinhadores?

O tal “padrão pré-determinado” do título do seu artigo de 46 nada mais é do que o que conhecemos hoje como “setupd” ortodôntico.

Enaltecer o papel do setup no processo de decisão terapêutica e planejamento dos tratamentos ortodônticos é, sem dúvida, uma das maiores contribuições que a especialidade recebeu ao longo do século XX, comparável ao conceito do aparelho edgewise de Angle e ao desenvolvimento do aparelho pré-ajustado de Andrews.

O setup é pré-requisito para a confecção dos alinhadores transparentes, seja ele feito de maneira “analógica” ou mais recentemente, de forma digital, após a Align Technology ter lançado no mercado mundial em 19944, o aparelho Invisalign®. Entretanto, o valor dessa “ferramenta” é inestimavelmente maior do que simplesmente servir para que um algoritmo de software possa ser utilizado de forma a gerar um sequenciamento de modelos para impressão 3D e posterior termo-estampagem plástica. Em outras palavras, o valor do setup está diretamente relacionado com a busca de melhores resultados, da forma mais conveniente para ambos, clientes e profissionais, como disse Kesling, e o advento da computação gráfica, aliada aos novos equipamentos de escaneamento intraoral, representa o maior divisor de águas que a Odontologia já se deparou. De um lado, a possibilidade de se elevar sem precedentes o nível de atenção em saúde oferecido aos clientes, recolocando o profissional em seu lugar de destaque e relevância, como o gestor original do processo de diagnóstico, decisão terapêutica e planejamento. E de outro, a assustadora e crescente ameaça de robotização total da profissão, agravada pelos decadentes níveis de formação acadêmica no Brasil. Dessa forma, é de vital importância que as novas gerações entendam de fato o valor daquele “algoritmo natural” que todos nós temos acesso 24 horas por dia, sete dias por semana, que está contido na “ferramenta 3D” mais importante de todas.

O processo de fazer o rearranjo virtual dos dentes de forma prática, rápida e acurada, potencializa aquele exercício de abstração que todos nós temos que fazer para cada caso clínico, permitindo a possibilidade de se escolher entre vários cenários, para definir junto com os clientes a melhor alternativa clínica. Esses insights que vão acontecendo naturalmente na dinâmica do setup digital é que permitem a definição de uma sequência lógica de passos, de forma a aumentar tanto a eficácia como a eficiência dos tratamentos. Ou seja, fica muito mais simples determinar objetivos tangíveis, com a possibilidade adicional de se detalhar o design dos aparelhos, sejam eles fixos labiais, linguais ou placas plásticas (alinhadores), além dos dispositivos auxiliares como os novos MSEe e as ferramentas de ancoragem, como mini-implantes, com a possibilidade de transferência clínica do posicionamento desses dispositivos por meio de guias de transferência impressos em 3D. Entretanto, como diz o ditado, “não existe almoço grátis”. A curva de aprendizado para dominar essas novas ferramentas, principalmente os vários softwares e sistemas que estão disponíveis hoje em dia pode ser longa e é dependente de vários fatores, como a qualidade das máquinas que serão configuradas para rodar esses programas, além das outras variáveis que envolvem as tecnologias da informação. Além disso, a necessidade de se fazer esses investimentos implica em escolher o melhor programa e/ou sistema que atenda as necessidades de cada contexto clínico, que pode variar entre a prática exclusiva da Ortodontia, até clínicas compreensivas com abordagem interdisciplinar e que requerem recursos adicionais, como o acesso a imagens de tomografia computadorizada, PACSf e, eventualmente, outros recursos como scanners de face.

Além dos fatores descritos acima, existe um desafio ainda maior, que é a tentação de se terceirizar ad aeternum essa responsabilidade primordial, para um fabricante que, em geral, nos transforma em meros expectadores do processo. Concordamos que iniciar o novo fluxo digital na clínica, por meio da contratação de um fornecedor que seja capaz de oferecer uma plataforma digital bem construída, que permita a submissão de casos de forma online, por meio de uma interface intuitiva (front-end), um planning center que seja conduzido por ortodontistas, e um produto final com qualidade certificada, faz todo o sentido e é preferível para quem está começando. Porém, conforme a curva de aprendizado vai evoluindo, investir em um bom software pode ser extremamente valioso para quem quiser se manter na profissão de forma independente, com sucesso, retorno financeiro e mantendo o status de profissional de saúde, de nível superior.

A alternativa é se tornar um dos muitos “delivery boys and girls” que estão servindo aos interesses corporativos de grandes multinacionais de capital aberto, cujo “compromisso” com a Odontologia está diretamente relacionado ao valor de suas ações em bolsas de valores5. Delegar a essência da profissão, que é a nossa liberdade de convicção para indicar cada recurso terapêutico e a nossa competência para executar o planejamento de cada caso clínico é algo que coloca em risco o futuro da Ortodontia6, e está criando uma crescente geração de “zoombies” cumpridores de tarefas. Esse cenário é ainda mais delicado, especialmente em um momento em que a ciência está sob ataque e a meritocracia, uma moeda que infelizmente perdeu o seu valor. Quem dita as regras hoje em dia são os CEOs das grandes empresas que se utilizam de social media KOLsg, muito bem selecionados, para redefinir o significado de sucesso na NOSSA profissão.

Prestar homenagem aos verdadeiros pensadores da Ortodontia, meritosos por excelência pelas grandes contribuições dadas à especialidade, é algo que se impõe. Entre inúmeros cérebros valorosos, alguns já citados aqui, vale a pena conhecer também as incríveis histórias de dois pioneiros que muito nos honram: Henry Isaac Nahoum7 e John Joseph Sheridan8. Nahoum, professor da Universidade de Columbia, antes de ser o primeiro a utilizar a termo-estampagem plástica em 1959 para confeccionar um alinhador, lutou na Segunda Guerra Mundial, como Tenente no 109º Regimento da 28ª Divisão de Infantaria e ajudou a libertar Judeus de Campos de Concentração Nazistas em 1945. E, Sheridan, além de desenvolver o conhecido Sistema Essix® em 1993, foi Capitão do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, como piloto de caça, um capítulo em sua vida que moldou muitos dos traços de personalidade pelos quais ele era justificadamente conhecido e extremamente respeitado. É para esses verdadeiros heróis da nossa profissão que rendo as minhas homenagens.

a American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics.
b Abstração é um tipo de pensamento que nos permite refletir sobre coisas que não estão presentes no espaço e no momento atual.
Também nos permite refletir sobre conceitos e princípios gerais, tanto em nosso dia a dia quanto em um ambiente mais acadêmico
ou profissional.
c Sabemos por experiência que a mecânica aplicada a biologia dentofacial é algo de considerável complexidade, na medida em que
não se trata de movimentar um “elemento livre no espaço”, de um ponto A para um ponto B de forma linear em uma superfície
plana, mas de se movimentar tridimensionalmente vários elementos dentários “presos” em seus alvéolos, que por sua vez estão
“agarrados” em suas arcadas dentárias que são dependentes das posições de suas bases esqueléticas, uma fixa (maxila) e outra
móvel (mandíbula), o que adiciona um fator de dificuldade ainda mais desestabilizador que são as relações das cabeças da mandíbula com as fossas articulares, tendo entre si os tecidos moles que formam as ATMs, como os ligamentos, cartilagens, conjuntivos, músculos, vasos e nervos. Isso tudo, ocorrendo muitas vezes durante o processo de crescimento e desenvolvimento.
d Setup é a maneira como algo, especialmente uma organização ou equipamento, é organizado, planejado ou arranjado.
sup>e MSE – Maxillary skeletal expander.
f PACS é uma abreviação originada do inglês Picture Archiving and Communication System, que, em português, equivale a um Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens. Uma das principais funções de um PACS é enquadrar as imagens e facilitar a
comunicação entre os setores de um centro de diagnóstico por imagem, ou entre unidades em diferentes localizações.
g A ideia do Key Opinion Leader foi originada na década de 1940 pelo teórico da comunicação Paul Lazarsfeld, ele estabeleceu um
conceito de que as pessoas poderiam mudar suas opiniões e preferências muito mais por causa de “figuras confiáveis” em suas redes
do que por conta das forças mais convencionais, como a publicidade ou evidências científicas sobre algo.

1. Kesling HD. Coordinating the predetermined pattern and tooth positioner with conventional treatment. Am J Orthod Oral Surg. 1946;32(5):285–93.
2. Ackerman MB. Made to Measure: The Dubious Relationship Between Eugenics and Orthodontics. Progress Orthod. 2018;24–7.
3. Ackerman MB. Enhancement orthodontics: theory and practice (2007). Eur J Orthod. 2007;29(6):660–660.
1. Kesling HD. Coordinating the predetermined pattern and tooth positioner with conventional treatment. Am J Orthod Oral Surg. 1946;32(5):285–93.
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4. Boyd R, Miller R, Vlaskalic V. The Invisalign system in adult orthodontics: mild crowding and space closure cases. J Clin Orthod. 2000;34(4):203–12.
5. Accorsi MA de O. Ortodontia Black Mirror – Manual de sobrevivência em tempos de singularidade tecnológica. Orthod Sci Pract. 2019;12(47):152–9.
6. Blake B. Resolved : 2009 will NOT be the end of the orthodontic specialty. Ortho Trib. 2009;5–6.
7. Nahoum, HI. The vacuum formed dental contour appliance. NY State Dent J [Internet]. 1964 [cited 2021 Feb 15];9:385–90. Available from: http://ci.nii.ac.jp/naid/10018228946/en/
8. Sheridan JJ, LeDoux W, McMinn R. Essix retainers: fabrication and supervision for permanent retention. J Clin Orthod [Internet]. 1993 Jan 1 [cited 2021 Feb 15];27(1):37–45. Available from: https://europepmc.org/article/med/8478438

Dr. Mauricio Accorsi
Diretor Científico – Caderno DDS – Digital Dentistry in Science

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