Coluna Point of View – Expansão rápida da maxila: uma técnica controversa ou avanço revolucionário na Ortodontia?

Coluna Point of View – Expansão rápida da maxila: uma técnica controversa ou avanço revolucionário na Ortodontia?

Vol. 16 – Número 62 – 2023 Coluna Point of View Página 8-11 Expansão rápida da maxila: uma técnica controversa ou avanço revolucionário na Ortodontia? Orlando Tanaka1 Gerson Luiz Ulema Ribeiro2 Gil Guilherme Gasparello3 Carlos Henrique Camilo Marchesan4 Matheus Melo Pithon5 Introdução A expansão rápida da maxila (ERM), também conhecida como expansão lateral da maxila por meio da separação da sutura palatina mediana, foi descrita pela primeira vez por Angell1 (1860). Dois aspectos curiosos podem ser destacados em relação a essa técnica. O primeiro deles é que, na publicação original de Angell¹ (1860), a inicial de seu nome do meio foi erroneamente referenciada com a letra “H” em vez de “C”. O segundo aspecto é que a ilustração da técnica, que mostrava um diastema entre os incisivos centrais superiores, acabou tornando-se o foco de atenção e controvérsias na época (Figura 1). Uma paciente de 14 anos com palatoversão do incisivo lateral e pré-molar superior esquerdo, além da falta de espaço para o canino, recebeu um aparelho expansor adaptado com dois parafusos contrarrotativos posicionados na hemimaxila esquerda e direita. O aparelho não foi cimentado nem encaixado, mas sim controlado pela pressão dos parafusos, com a orientação de mantê-lo o mais uniformemente apertado possível. Para tanto, os parafusos eram girados para mantê-los em contato com a face cervical palatina dos dentes. Após duas semanas de separação da maxila, a correção foi alcançada com sucesso. No entanto, infelizmente, o autor do relato forneceu poucas outras informações clínicas, limitando-se a mencionar o diastema clinicamente visível entre os incisivos centrais superiores². O editor da Dental Cosmos, na época em que a técnica de ERM foi descrita, expressou sua crença de que seria impossível separar as hemimaxilas, dadas as relações anatômicas existentes entre essas estruturas e os outros ossos da face com os quais elas se articulam. De acordo com essa visão, tal resultado seria totalmente improvável de ocorrer e republicou a foto do modelo sem o diastema². 1 Professor Titular – PPGO – PUCPR – Escola de Medicina e Ciências da Vida, Diplomado pelo Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial, Postdoctoral Fellow at The Center for Advanced Dental Education at Saint Louis University – Saint Louis – MO-USA. 2 Professor dos cursos de graduação e pós-graduação – UFSC, Professor Titular em Ortodontia na UFSC, Doutor em Ortodontia pela UFRJ, Pós-doutorado pela Baylor College of Dentistry – Dallas – Tx – USA, Especialista em Harmonização Orofacial, Diplomado pelo Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial. 3 Doutorando em Odontologia-Ortodontia – PUCPR – Escola de Medicina e Ciências da Vida. 4 Cirurgião Dentista graduado – UFSM/RS, Especialista em Prótese Dentária – Instituto Orbis/SC. 5 Professor da Disciplina de Ortodontia – UESB, Diretor do Board Brasileiro de Ortodontia – BBO. DOI: 10.24077/2023;1662-pov230612348

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