Coluna Como Se Faz – Aparelho de Protrusão Mandibular FLF

Coluna Como Se Faz – Aparelho de Protrusão Mandibular FLF

Vol. 11 – Número 42 – 2018 Coluna Como Se Faz Página 15-20 Aparelho de Protrusão Mandibular FLF FLF Mandibular Protusion Apparates José Fernando Castanha Henriques1 Deborah Brindeiro2 Wilana Moura3 Introdução A má oclusão de Classe II é a má oclusão mais frequente nos consultórios e possui uma prevalência na população brasileira de aproximadamente 55%15. Existem diferentes opções de tratamento para essa má oclusão, incluindo o uso de aparelhos funcionais fixos. Segundo Coelho Filho5, quando a opção de tratamento sem extrações é a escolhida, a tendência atual é a utilização dos aparelhos funcionais fixos, pois esses não dependem da colaboração do paciente. Esses aparelhos podem ser utilizados em diferentes casos, incluindo o tratamento de pacientes adultos, o que se tornou uma realidade na prática ortodôntica7. O primeiro propulsor mandibular fixo, o aparelho de Herbst, foi criado por Emil Herbst em 1909 e aceito pela comunidade após os estudos realizados por Pancherz em 19798,9,10,11,12,13. De acordo com os estudos de Pancherz, os principais efeitos do aparelho Herbst são restrição ou redirecionamento do crescimento da maxila, aumento no crescimento mandibular; aumento da altura facial ântero-inferior (AFAI) e redução da convexidade facial, e melhora do perfil. Entretanto o aparelho de Herbst possui algumas desvantagens como elevado custo, rigidez, necessidade de um trabalho laboratorial e bandas especiais14. Em 1995, Coelho Filho7 procurou uma alternativa para o tratamento da Classe II e desenvolveu o Aparelho de Protração Maxilar (APM) que apresentaria como vantagens fabricação simples, baixo custo, baixo índice de quebras, conforto ao paciente e instalação rápida. Após a introdução do APM I, algumas modificações foram realizadas para melhorar o desempenho do aparelho e novas versões foram criadas. Para construção do APM II, dois segmentos de arcos de fio 0, 032” com loops nas suas extremidades e uma mola de secção aberta foram utilizados. O APM III passou a ser confeccionado com tubos telescópicos2. O APM IV foi desenvolvido com o redesenho da adaptação do tubo telescópico intermaxilar ao arco superior para completar o processo de estabilidade do aparelho3,4. Uma modificação no APM IV foi apresentada em 2002 por Fontão, Albuquerque e França6. A modificação consistiu na alteração da trava molar, o que permitiu a inserção do aparelho pela mesial do tubo triplo do molar superior para facilitar a instalação e remoção do aparelho. Esse aparelho foi denominado de FLF. O FLF manteve características da proposta inicial do APM, como o baixo custo, facilidade de confecção e possibilidade de movimentos de abertura e lateralidade. 1 Especialista, Mestre, Doutor e PHD em Ortodontia – FOB/USP, Professor titular – FOB/USP. 2 Especialista, Mestre e Doutoranda em Ortodontia – FOB/USP. 3 Mestre em Ortodontia – Centro de Pesquisas Odontológicas SLMandic, Doutoranda em Ortodontia – FOB/USP, Coordenadora do curso de Ortodontia – ABCD Leste /PI. * Coluna disponível para download

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