Plscience: Editorial

Editorial Prosthesis Laboratory in Science - Edição 23
 
Para pensar: O debate sobre a utilização da Toxina Botulínica e dos Preenchedores Faciais na Odontologia
 
Após anos de debates, a Resolução CFO 176/2016 foi sancionada em 06 de setembro de 2016, reconhecendo e oficializando a utilização da Toxina Botulínica e dos Preenchedores faciais pelos cirurgiões-dentistas, com apoio do Conselho federal de Medicina (CFM). Mesmo com apoio do CFM e anos de discussão, a Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas (SBCP), a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a Associação Médica Brasileira (SMB) ingressaram com uma ação cível pública em desfavor à Resolução CFO 176/2016, no início deste ano. 
 
Em março, o juiz federal  francisco Alexandre Ribeiro, do Tribunal Regional  federal da Primeira Região, extinguiu o processo movido pelas três entidades contra o CFO graças ao diálogo e bom relacionamento entre o CFO e o CFM. Entretanto, apesar do bom entendimento entre o CFO e CFM quanto a legalidade da habilitação dos cirurgiões-dentistas quanto a utilização de Toxina Botulínica e dos Preenchedores faciais, algumas sociedades correlatas persistem na briga fora dos tribunais, emitindo notas desrespeitosas nas mídias sociais com fim de induzir aos leitores/pacientes à dúvida quanto a credibilidade dos cirurgiões-dentistas para prática de aplicação dos mesmos. 
 
A Toxina Botulínica tem sido um grande aliado no tratamento de diversas patologias na Odontologia, como o bruxismo, a disfunção temporomandibular (DTM) e dores orofaciais. Ainda, tanto a Toxina Botulínica quanto os Preenchedores  faciais têm se mostrado como excelentes coadjuvantes para tratamentos ortodônticos, periodontais e buco-maxilo-faciais, como correções de alguns tipos de  má-oclusões, perda do tecido gengival entre os dentes (papilas), também conhecida como black space, e a harmonização orofacial, muitas vezes não conseguida apenas com a integração dos tratamentos cirúrgicos convencionais.
 
A aplicação da Toxina Botulínica e dos Preenchedores faciais na Odontologia pode e tem auxiliado em uma melhor resolução de diversos casos clínicos, sejam eles terapêuticos e/ou estéticos. E, a sua utilização para otimização da prática odontológica não deve ser questionada. Os cirurgiões-dentistas devem saber seus limites de atuação, assim como as demais especialidades, e respeitá-los. Diversas regiões da face abrangem dupla área de atuação, na Medicina e na Odontologia. Ambos os profissionais devem respeitar quando é mais indicado a sua própria atuação ou a do outro profissional. 
 
Dayane Carvalho Ramos Salles de Oliveira
Escritora da Coluna Fique por Dentro 
Professora Colaboradora de Materiais Dentários – FOP-UNICAMP

 

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