Fullscience: Editorial

 

 

Editorial -  Full Dentistry in Science - Edição 37

Você não é seu passado
 
Era uma vez um menino chamado Joaquim. Quinzinho como era chamado normalmente. Era uma criança muito alegre e espontânea, uma daquelas crianças que todos adoram a presença dela, pois traz muita alegria, diversão e pureza.
 
Não era para menos, pois seus pais também eram duas pessoas muito especiais. Seu pai Flávio é o tipo de homem que está sempre às voltas com seus amigos de infância e colegas de trabalho liderando as conversas e churrascos e sua mãe Ana uma mulher forte com firmeza em suas palavras, uma daquelas pessoas maravilhosas e ótimas para você conversar e confidenciar seus problemas.
 
 
E como todo ser humano, Flávio e Ana tem uma história de muitas vitórias e algumas derrotas, muitas alegrias e algumas tristezas.
 
Quinzinho adorava cantar, não podia ouvir uma música no rádio ou TV que logo começava a cantar e imitar o artista.
 
Um belo dia, Quinzinho chegou em casa da escola de música, a qual ele adorava estar lá e tinha todo o apoio dos pais. Ele não via a hora dos seus pais chegarem em casa para mostrar a nova música que ele aprendera. Chegou em casa, tomou seu banho e ficou na sala esperando pelos pais, que sempre chegavam juntos do trabalho. No mesmo horário de sempre ao ouvir o barulho do carro encostando na garagem ele começou a se preparar para mostrar aos pais aquela novidade que preenchia todo o seu coração de alegria e felicidade. Posicionou-se em frente à porta e quando ela se abriu e ele estampou em seu rosto o seu melhor sorriso de orelha a orelha. Foi quando a porta se abriu, seus pais entraram e logo Quinzinho percebeu algo diferente. Seus pais entraram em silêncio, sem dar aquele beijo e abraço de sempre no menino. Seguiram direto para o quarto.
 
Mas mesmo assim ele não se intimidou e permaneceu no plano, chamando a atenção de seus pais para assistirem a sua nova performance artística. Estufou o peito, respirou profundamente e soltou a sua voz na nova canção que aprendera. Foi quando após alguns segundos seu pai soltou em alto e bom som uma frase: “Quinzinho fica quieto, você não percebe que canta mal!”
 
O menino foi tomado por uma profunda tristeza e começou a chorar e logo em seguida sua mãe grita com ele: “Moleque teimoso, engole esse choro e já para o seu quarto, você faz tudo errado.
 
Em uma fração de segundo o mundo de Quinzinho desabou, ficou cinza, silencioso, sombrio e gelado. Toda aquela alegria e felicidade de mostrar sua novidade se transformou em medo e insegurança de ser repreendido novamente pelo seus pais, que são os super-heróis preferidos dele.
 
Eu acabei de contar uma breve história de personagens fictícios, porém de comportamentos reais na vida real. Quantos “quinzinhos” foram tolidos quando criança e desse episódio em diante se deixaram determinar por um evento isolado, imprimir essa crença em sua mente e até hoje vivem falando, repetindo e muitas vezes até defendendo que tem medo disso daquilo ou daquela outra coisa ali.
 
Talvez naquele dia os pais de Quinzinho possam ter tido algum desafio ou alguma dificuldade que os levaram a ter aquele tipo de comportamento ríspido e hostil com próprio filho.
 
Nós não somos o que acontece conosco, nós somos como reagimos ao que acontece.
 
Como você lida com as críticas?
 
Como você se comporta perante as dificuldades?
 
Diante de um desafio, você age, como vítima ou protagonista?
 
Apenas 10% do que acontece em nossas vidas foge ao nosso controle e 90% do resultado dependerá e nossa atitude. De agora em diante, você vai continuar culpando o seu passado pelos seus fracassos de hoje ou vai se responsabilizar pelas suas ações do momento presente para escrever um futuro novo e brilhante?
 
Até quando vai deixar essas crenças impedirem você de chegar aos seus sonhos?
 
Pense se isso é o que você quer para a sua vida.
 
Um beijo enorme no coração e #vidaquesesegue
 
Hugo Nagem
Master Coach em PNL
EDITORA PLENA