Fullscience: Editorial

 

Editorial -  Full Dentistry in Science - Edição 36

A dor é inevitável mas o sofrimento é opcional
 
Toda dor tem um propósito para aquele momento em que ela participa de nossa vida. Seja ela física, mental ou espiritual. A que mais temos contato conscientemente é a física, quando sentimos na pele algo que dói, arde, queima e etc. Essa é a mais comum e normal, e quando ela vem, logo nós tratamos de fazer algo que a minimiza, afinal, nós sabemos que mantê-la por muito tempo só trará mais sofrimento.
 
A dor mental está relacionada com tudo aquilo que tomamos consciência que está nos atrapalhando, limitando e impedindo de seguirmos em frente em nossos objetivos e sonhos. Geralmente estão atreladas ao nosso estado emocional e pensamentos. E quando tomamos consciência dela, logo tratamos de ressignificá-la, mudando nossa fisiologia, ouvindo uma música que gostamos, distraindo nossos pensamentos.
 
Por fim, a dor espiritual é aquela que está mais enraizada em nossas crenças, ela vem do nada, e o pior, não sentimos nada. Talvez o único sintoma que damos conta é quando após anos, décadas ou até uma vida inteira percebemos que vivemos às sombras dessas crenças. E eu comparo essa dor espiritual à metamorfose de uma lagarta em borboleta.
 
Certa vez um pequeno garoto vendo um casulo se formando percebeu que dentro havia uma pequena lagarta que se contorcia, e à medida que os dias se passavam ela ia tomando outro formato, até que então ele reparou que tinha se transformado numa borboleta e percebeu também que ela se movimentava muito e que o casulo estava ficando pequeno e apertado para ela.
 
Ele até teve um pouco de paciência e calma, afinal não sabia como seria esse final, mas à medida que o tempo passava ele sentia que a pequena borboleta estava sofrendo. Foi então que a sua curiosidade foi se transformando em angústia, dor e sofrimento, e ele não aguentou de ansiedade e rompeu o casulo antes do mesmo se abrir naturalmente. Alguns instantes depois, ele viu que uma linda borboleta saiu do casulo, e lindas, grandes e coloridas asas começaram a se abrir, porém elas não tinham força para se movimentar e voar, pois a borboleta não havia ficado tempo necessário no casulo para formar a força suficiente.
 
Quantas vezes em nossas vidas, tomados por sentimentos negativos, nós rompemos os casulos de quem amamos, rompemos os nossos próprios casulos, e pior, permitimos que outros rompam o nosso casulo.
 
Toda dor tem o seu propósito. Ela é uma energia que vem para causar algum tipo de transformação e que no fim nos traz sempre um aprendizado.
 
Evitar essa dor só vai nos causar mais sofrimento, pois passaremos uma vida toda com uma dor constante, causada por evitar dor, é isso mesmo: Evitar uma dor, dói mais que a própria dor.
 
E, por outro lado, se apegar a uma dor é prolongar o sofrimento. E tem gente que faz disso um meio de vida, fomenta uma dor antiga apenas para ter um ganho secundário de atenção e carinho.
 
Dores virão sempre: é alguém muito querido que morre, um desemprego inesperado, uma desilusão amorosa, uma traição, problemas financeiros e tantas outras que já vimos, ouvimos e sentimos.
 
A leveza da vida está em aceitar as nossas dores, deixá-las entrar, fazer o trabalho, aprender e permitir que vá embora.
 
É impossível crescimento sem dor, tratamento sem dor, até mesmo um tratamento ortodôntico sem a dor da movimentação dos dentes.
 
Permita-se a esse processo e você verá o quanto a dor é nossa aliada na construção da estrada para o nosso sucesso.
 
Fiquem com Deus e #vidaquesesegue
 
Hugo Nagem
Master Coach em PNL
EDITORA PLENA