Fullscience: Editorial

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Editoriais -  Full Dentistry in Science - Edição 32

Ser adulto é muito chato!
 
Quem nunca enrolou um lençol no pescoço e quis voar, ou deu uma bronca na boneca porque não estava comendo tudo, deixou o ursinho de pelúcia de castigo pelo simples motivo que ele não te respondeu direito, deu nomes malucos a sabores de sorvetes que ninguém entendia ou para aquele tio engraçado que você não via a hora de ele chegar em sua casa e vocês brincarem a tarde toda, até você cair num sono gostoso e profundo, quem nunca? 
 
Pois é, são as memórias de nossa infância e estão todas aí, no seu inconsciente borbulhando, apenas esperando uma fresta para poderem emergir à tona e trazer todas essas alegrias que um dia deixaram seu mundo colorido. Apenas feche os olhos e vá em busca de alguma dessas memórias e perceba o quanto cinza seu mundo está. Deixe fluir cada pensamento, sentimento e emoção que vier e verás que uma verdadeira alegria e felicidade moram dentro de você.
 
Com o passar dos anos, com o acúmulo das informações, muitas vezes desnecessárias, nossas melhores memórias vão ficando soterradas por recentes conteúdos que recebemos diariamente desse mundo frenético que nos cerca. É trabalho de escola, vestibular, prova da faculdade, TCC, entrevista de emprego, estágio, primeiro emprego, namoro, casamento, filho, falecimentos de entes queridos, notícias de tragédias mundiais e, por aí vai, poderíamos ficar horas listando.
 
Mas temos um antídoto, um remédio, enfim, uma cura para essa “loucura” que habita dentro de nós. E se chama “memórias de nossa infância”. Quando relembramos nossa vida infantil imediatamente nosso sorriso se abre, um arrepio corre pelo corpo e uma alegria nos toma conta. Quando nos deparamos com uma criança, então, tudo isso se multiplica a quinta potência, pois somos capazes de imediatamente tirarmos nossos caríssimos e exclusivos sapatos e sandálias e sentarmos no chão para brincarmos com ela, sem se importar se vai sujar o terno ou aquele vestido valioso, e sabe por qual motivo?
 
Porque quando éramos crianças não tínhamos juízo de valor. Tudo era legal e tudo era chato. Tudo era gostoso de colocar na boca e tudo era azedo e amargo. Tudo era novo e ficava velho rapidamente. Éramos curiosos por aquilo que não conhecíamos e entediados por aquilo que logo gerava apatia na gente. Queríamos o tempo todo brincar porque é gostoso dar risada, esconder, ser pego, jogado para o alto e sair correndo para sentir o vento no rosto.
 
E, hoje, na correria do dia a dia paramos de nos permitir sentir tudo isso. O vento hoje é do ar condicionado, a corrida é pra pegar o próximo ônibus, táxi ou trem, se esconder é daquele chefe ou amigo que não temos mais coragem de dizer pra ele que ele está “chato” e ser pego somente quando nos entregamos às coisas negativas e depressivas.
 
Então, façamos um exercício diário de resgatar esses sentimentos e emoções para pintarmos novamente o nosso mundo. Trazer todos os sabores esquisitos que um dia inventamos e nos trazia vontade de repetir, ouvir aquela música de sua infância que tanto traz ótimas recordações.
 
Ser adulto não significa que não somos mais crianças, mas que ainda temos uma criança livre dentro de nós pronta para sair correndo explorando a nossa criatividade.
 
Seja criativo, seja livre, seja criança.
 
Fiquem com Deus, um beijo enorme no coração. Saúde e Prosperidade e VIDA QUE SE SEGUE!!!
 
Hugo Nagem
Master Coach em PNL
EDITORA PLENA