Fullscience: Editorial

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Editoriais -  Full Dentistry in Science - Edição 31

Você usa a sua mente a seu favor? Você domina a sua mente? Pois todas as vezes que deixamos a nossa mente nos dominar, nem sempre foi positivo na maioria das vezes. Faz sentido isso para você?

 
A nossa mente tem uma voz que fala conosco constantemente. Às vezes você pode se sentir desconfortável ou até mesmo pensar que está ficando louco por ouvir essa voz ou essas vozes. Calma, é a sua mente inundando seu pensamento de preocupações. Essa voz sempre estará julgando, comparando, dando desculpas, analisando e dizendo o que você gosta ou não gosta, ou o que você deve fazer ou não, o que é certo ou errado. Enfim, estará sempre te levando às conclusões de que os resultados serão negativos, de que as coisas estão indo mal e tudo poderá dar errado.
 
Algumas vezes essas vozes, a sua mente, trarão consigo imagens para ratificar o que está dizendo e sempre será um “filme” do passado, algo que você já viu ou herdou de seus antepassados através do que você já ouviu e criou a cena por meio dessa história que alguém contou para você a partir da percepção dessa pessoa. 
 
Dessa forma, estamos constantemente distorcendo o nosso momento presente. O que nos guia a uma situação de angústia, dor e sofrimento.
 
Mas a boa notícia é que podemos nos livrar desse “inimigo”, dessa voz. Toda vez que essa voz vier, passe a ouvi-la como se você fosse um observador de si mesmo, de seus próprios pensamentos. Deixe-a falar, dizer, comentar, julgar e tudo o mais. Apenas ouça, sem condenar ou interpretar o que você ouve, pois ao fazer isso você novamente está se submetendo a sua mente, como se ela tivesse voltado pela porta da cozinha. 
 
Você está aqui, agora, no presente, e a voz, lá no momento passado. Dessa forma, você apenas ouvindo o seu pensamento e não se curvando a ele, está no momento presente. Consciente da realidade do agora. E a voz, por sua vez, começa a perder a força e aquele pensamento perde o poder que exerce sobre você e é o fim do pensamento involuntário e compulsivo. Por enquanto.
 
A partir daí você se conecta inteiramente com o seu SER e passa a experimentar uma serenidade e paz interior. Passa a ser mais alegre. É quando a sua mente está completamente vazia de lixo mental, ou pode-se chamar de preocupações que, aliás, especialistas afirmam que 90% de todas as suas preocupações durante a sua vida não irão acontecer.
 
Nesse momento em que você está conectado no presente é quando tudo começa a acontecer, pois DEUS ou UNIVERSO, ou seja lá como você queira chamar, está constantemente enviando as suas bênçãos e mensagens provenientes de seus pedidos feitos diariamente através de suas orações e conversas que você tem com Ele, mas por conta de todo ruído mental, todo barulho, todas as vozes que ficam inundando os seus pensamentos de preocupações ou lixo mental você não ouve e tão pouco tem espaço na sua mente para recebê-las. 
 
Limpando a sua mente do lixo mental, você começa a receber os pedidos que fez e seu lado criador fica mais eficiente e eficaz. Aumentando a sua percepção de uma pessoa mais produtiva, e sempre focada na solução, pois agora você sabe como controlar a sua mente e vai parar de se preocupar com o problema e passa sempre a dar atenção à solução.
 
Fiquem com Deus, Saúde & Prosperidade e #vidaquesesegue.
 
Hugo Nagem
 
 
Das “rugas” dos dentes às rugas da face.
 
Certamente não há assunto mais atual no meio odontológico do que a atuação do cirurgião dentista no âmbito da estética e harmonia orofacial. Polêmica no passado, absurda até algum tempo atrás, hoje, mais do que óbvia, é brilhante a atuação do dentista nessa área. 
 
Não há sombra de dúvidas que o odontólogo é CAPAZ e possui CONHECIMENTO anatômico e fisiopatológico para fazer uso de injeções e preenchedores com finalidade de atender à expectativa do paciente em ter um “sorriso perfeito”. Aliás, era o que faltava para o sorriso ficar realmente “perfeito”. 
 
Passamos horas a fio preparando dentes milimetricamente planejados, fazendo protótipos e provisórios, fazendo moldagens precisas, e quando finalizamos os trabalhos, aquele sorriso alto, gengival, desfavorável, não permite que a beleza da relação áurea lábio dental deleite o paciente com um sorriso realmente “perfeito”.
 
Então chega às nossas mãos uma ferramenta que pode auxiliar de forma segura, reversível e acessível, um melhor resultado: a toxina botulínica.
 
Conhecida popularmente como “Botox” (Allergan, Inc, EUA), é uma droga largamente utilizada na medicina estética, que atua diminuindo os sinais de envelhecimento. Aplicada por meio de injeções intramusculares e subcutâneas, essa substância teve seu uso aprovado no Brasil desde o ano de 2000, sendo de utilização e manipulação exclusivas do profissional médico. 
 
Na Odontologia, seu uso foi aprovado em 2011 para o tratamento de bruxismo, hipertrofia massetérica, DTM e consequentes assimetrias faciais de origem muscular. Em 2014, o CFO fez algumas alterações nas condutas odontológicas permitindo seu uso na atenuação do sorriso gengival e, finalmente, a resolução CFO-176, de 06 de setembro de 2016, autorizou a utilização da toxina botulínica e dos preenchedores faciais pelo cirurgião dentista para fins terapêuticos funicionais e/ou estéticos, desde que não extrapole sua área anatômica de atuação, que é superiormente ao osso hioide, até o limite do ponto násio e anteriormente ao tragus, abrangendo estruturas anexas e afins. E, ainda, para os casos de procedimentos não cirúrgicos, de finalidade estética de harmonização facial em sua amplitude, incluindo também o terço superior da face.
 
Sim! Hoje, além das “rugas” dos dentes, o cirurgião-dentista pode tratar as rugas da face. O dentista tem conhecimento específico e aprofundado sobre as estruturas da cabeça e pescoço, e está se preparando para entrar numa nova área de atuação de forma ampla.
 
Portanto, aqueles que se afeiçoam às técnicas da harmonização orofacial, recomendamos estudo e treinamento sério e responsável, compartilhado com ciência e experiência clínica de forma a construírem conhecimento sólido tendo sempre em mente a promoção de saúde e bem-estar dos nossos pacientes.
 
Fábio Shiniti Mizutani
EDITORA PLENA