Carcinoma de células escamosas oral em pacientes jovens: uma realidade que deve ser reconhecida pelos dentistas

Publicado em 24/11/2017 00:00

Vol. 9 – Número 33 – 2017
 
CADERNO DE ODONTOLOGIA CLÍNICA
 
Relato de caso/Case report
 
Página 128-132
Carcinoma de células escamosas oral em pacientes jovens: uma realidade que deve ser reconhecida pelos dentistas
Oral squamous cell carcinoma in young patients: a reality that must be recognized by dentists
 
Juliana Costa de Oliveira1
Renata Tucci2
Rebeca de Souza Azevedo3
Maria Carolina de Lima Jacy Monteiro Barki4
 
Resumo
O carcinoma de células escamosas (CCE) é a neoplasia maligna mais comum da boca. O diagnóstico definitivo requer que o cirurgião dentista tenha conhecimento clínico e suspeite da possível natureza maligna da lesão, de forma que indique corretamente os exames complementares. Embora a prevalência seja mais expressiva em homens com idade entre 50 e 70 anos e os fatores associados mais comuns sejam o tabagismo e etilismo, os casos em pacientes com idade abaixo dos 40 anos têm aumentado no mundo todo. Neste grupo de pacientes jovens há uma proporção semelhante entre homens e mulheres acometidos, o que deve ser, portanto, também considerado pelo cirurgião dentista. Assim, este trabalho relatará o caso de um paciente jovem com CCE de boca, ressaltando a necessidade da correlação clínico-patológica e o papel do estomatologista e do patologista oral no estabelecimento do diagnóstico definitivo, bem como a importância do diagnóstico precoce no tratamento e prognóstico destes casos. Paciente do sexo masculino, 22 anos, não tabagista e não etilista, foi encaminhado pelo ortodontista ao estomatologista para avaliação de uma úlcera localizada na borda lateral posterior de língua, assintomática, com histórico de aproximadamente 2 meses. Foi realizada a biópsia incisional e a análise histopatológica concluiu o diagnóstico em carcinoma de células escamosas. O paciente foi submetido à excisão cirúrgica com glossectomia parcial e esvaziamento cervical. Foi realizada a técnica de hibridização in situ para identificar a presença do papiloma vírus humano, cujo resultado foi negativo. O paciente encontra-se bem e em acompanhamento há 8 meses, sem sinais de recorrências.
 
Descritores: Neoplasias bucais, carcinoma de células escamosas, diagnóstico bucal.
 
Abstract
Squamous cell carcinoma (SCC) is the most common oral malignant neoplasm. The definitive diagnosis requires that the dentist has clinical knowledge and suspects the possible malignant nature of the lesion, so that it correctly indicates the complementary examinations. Although the prevalence is more significant in men aged between 50 and 70 years old and the most common associated factors are smoking and alcoholism, cases in patients under 40 years of age have increased worldwide. In this group of young patients there is a similar proportion between men and women affected, which should therefore also be considered by the dentist. Thus, this work will report the case of a young patient with oral SCC, highlighting the need for clinicopathological correlation and the role of the stomatologist and oral pathologist in establishing the definitive diagnosis, as well as the importance of early diagnosis in the treatment and prognosis of these cases . A 22-year-old non-smoker, non-alcoholic patient was referred by the orthodontist to the stomatologist for evaluation of an ulcer located at the lateral border of the tongue, asymptomatic, with a history of approximately 2 months. An incisional biopsy was performed and the histopathological analysis concluded the diagnosis in squamous cell carcinoma. The patient underwent surgical excision with partial glossectomy and neck dissection. In situ hybridization technique was performed to identify the presence of the human papilloma virus, whose result was negative. The patient was well and in follow-up for 8 months, with no signs of recurrences.
 
Descriptors: Mouth neoplasms, squamous cell carcinoma, oral diagnosis.
 
1 Graduanda em Odontologia – UFF/NF, Estagiária e Monitora da Disciplina de Patologia Oral – UFF/NF.
2 Mª. e Drª. em Patologia Bucal – FOUSP, Profª. Adjunta de Patologia Oral – UFF/NF.
3 Mª. e Drª. em Estomatopatologia – FOP/UNICAMP, Profª. Adjunta de Patologia Oral – UFF/NF.
4 Mª. e Drª. em Patologia Bucal – FO/SLMandic, Profª. Substituta de Estomatologia – UFF/NF.

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